Domingo, 15.05.11

                                    
 

A eternidade em cristais

De palavras e diamantes

 

Coisas de resplandecer

Coisas feitas de cintilar

 

Pouco terá a ver com joalharia

Escrever assim poesia

 

Embora fogo de arder incendiado

Seja de ambos certo destino

 

 

 

(Este é o poema que sugere o título do livro)



publicado por A Gil Açores às 19:58 | link do post | comentar

Terça-feira, 03.05.11

É a segunda reportagem a surgir neste programa.

 


Reportagens:


- Liga 100% PAINTBALL 2011
- Lançamento /Livro “FOGO DE ARDER”
- “IMUNDAÇÃO” Teatro de Giz – Teatro Faialense
- António Zambujo – Teatro Micaelense
- 3ª Prova Local de Apuramento TAD/CRAD – Associação Equestre Micaelense
- Bar do Teatro – Horta
- BLAST U – Coliseu Micaelense
- Cartão Prenda Solmar – Concelho do Nordeste
- Dinu’s Bar – AVATAR NIGTH



publicado por A Gil Açores às 02:22 | link do post | comentar

António Gil participou no lançamento do livro Imagem da Poesia de Catarina Valadão.

 

 

Fotos de Orlando Medeiros.

 

Clique aqui para aceder a esta galeria do evento, com 32 fotos



publicado por A Gil Açores às 02:07 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.04.11

 

Agenda Cultural Cristina Pires 08 Abril 2011 by ant-nio-gil

 


tags:

publicado por A Gil Açores às 02:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 11.04.11

 

Apresentação livro FOGO DE ARDER de António Gil

Sábado, 9 de Abril de 2011, 17 horas, Pavilhão do Mar

 


  

  

Caros membros da Mesa,

 

Caras amigas, caros amigos,

 

Esta comunicação terá a duração aproximada de 12 minutos. Ao longo da mesma tomarei a liberdade de ler passagens dos textos do António Gil, sem preocupações de identificar o poema A ou B. Refiro que esta é uma apresentação pessoal, por isso subjectiva, que não pretende desvirtuar a fruição das palavras, nem reduzi-las a uma análise técnico-literária, pois para tal existem outras entidades mais credenciadas para o fazer.

 

Começo por pedir as minhas sinceras desculpas porque não pretendo que a apresentação deste livro se transforme numa leitura fechada e absoluta. A leitura que fiz destes poemas, ou as várias leituras que fiz ao longo dos dias, deixa antever desde já a utilização das regras universais e intemporais que regem a estética poética ao longo dos séculos.

 

A poesia tem o poder de nos fazer desviar da normalidade do mundo material, transgredindo-o, desordenando-o, confundindo-o, para depois novamente reconstituí-lo sobre o nada. Num certo sentido, este Nada é a matéria-prima de todo e qualquer poema. Ora, esta descoordenação voluntária e imprevisível das palavras, faz-se ao nível das próprias regras da sintaxe, como também sobre os conceitos de tempo e de espaço que são continuamente ilógicos, fazendo de nós, leitores, seres espaciais derivando por atmosferas conceptuais longínquas, desconhecidas e por descobrir.

 

A poesia existe desde que o Homem é homem e serve para ser declamada. Qualquer leitura de um poema, ou de um livro de poemas é, por definição, algo insondável, para não dizer mesmo intangível. Através dos séculos, a poesia procurou consumir o infinito e a eternidade dos povos através da palavra mágica, palavra que pedia para ser lida em voz alta. Dos poetas gregos aos latinos, do barroco ao romantismo, de todas as vanguardas finisseculares do século XIX, à catadupa de correntes estéticas e escolas do século XX. E eis que em pleno século XXI, em Ponta Delgada Açores, António Gil lança um livro de poemas, Fogo de Arder, que, permitam-me dizê-lo, pode ser lido como um único poema. E tal como outros poetas, o autor refere-se à questão do infinito e da eternidade nas suas páginas.

 

Como podem constatar, há no título deste livro duas coincidências felizes que amplificam os seus contornos poéticos. Por um lado, a aproximação à linguagem popular micaelense, implícita na conhecida expressão está de arder, muito usual entre nós, o que revela a preocupação do António, português nascido no continente, em aproximar a linguagem poética ao nosso falar colectivo e histórico. Por outro lado, a aproximação da expressão fogo de arder à célebre imagem camoniana fogo que arde sem se ver, ou seja, o amor, fogo de arder, no concreto o amor imaculado que António Gil confessa pela sua terra adoptiva, os Açores, e particularmente Ponta Delgada, sabiamente retratada em poema a cidade dos anjos.

 

Fogo de Arder tem 26 poemas. Mas, permitam-me repeti-lo, lê-se como se fosse um só, em que a inquietação vibrante e o desassossego constante do autor procuram desesperadamente uma evasão do mundo material para mundo um eterno. Uma passagem difícil, digamos, não permitida a qualquer um.

 

Parece-nos um desígnio elevado o encontro da pureza das palavras com um mundo confuso, ora efémero, concreto e cinzento, ora eterno, abstracto e divertido. Não é ingénua a definição de estrelas do António. Ora, para ele, as estrelas

são coisas que inventamos para desenhar distâncias.   

 

A poesia é, por definição, a ausência de tempo e de espaço coerente. No conjunto dos géneros literários, a poesia, sobretudo a poesia contemporânea, ocupa o destaque dos textos mais difíceis e insondáveis. Ao contrário da narrativa, que recria, dentro do possível, um mundo lógico e de elevado rigor material, a poesia desmancha de propósito esse mundo disciplinado em que nos movemos quotidianamente. Reveja-se, por exemplo, que as estrelas, já de si elementos quiméricos, não são apenas astros que brilham no céu. Como diz o António, elas são invenções nossas que desenham distâncias. A distância aqui poderia ser aquela que vai entre o poeta e o infinito.

 

Em suma, o poema, de um modo geral, é um texto que não conhece preconceitos de espécie alguma, onde todas as metáforas, todos os exageros, todas as tendências, todas as vibrações, todas as emoções, combinadas nas suas múltiplas vertentes, podem ser baralhadas voluntariamente para não ter sentido nenhum, ou também para exigir que o leitor lhe dê um sentido próprio e único, confinados a um tempo e a um espaço determinados.

 

Mas Fogo de Arder também é a imagem, algo naif, da alma do poeta. Alma que é emoção. Emoção que é palavra. E se no princípio era o verbo, quando o mundo era tão antigo e o tempo tão quieto, então no princípio há uma cidade dos anjos que nasce no mar e que é feita de pedras negras e quentes, que amanhece enevoada, que é verde, que tem janelas suspensas enfeitadas de esperanças, e a cidade dos anjos também é azul, uma cidade de destinos resguardados, e que todas as cidades dos anjos do mundo vestem-se igualmente de eternidade. Os dias da cidade dos anjos de todo o mundo são erguidos sob as palavra que descem do alto inquietas, as palavras do autor, doces, amargas e são palavras de aqui. Estranho e interessante a utilização do advérbio de lugar aqui, para fixar o ponto onde o poema é escrito. A cidade dos anjos, como já o disse, nasceu no mar, e a eternidade dá à costa todos os dias.

 

Neste livro arde um silêncio eterno maior do que o mundo, arde uma eternidade que não é nem líquida, nem sólida. Esta eternidade até poderia ser qualquer coisa, um som ou um acorde, e ela chega claramente de um outro poema, de um outro sonho, pois os sonhos são todos eternos.

 

A certo momento, António Gil desafia-nos com três perguntas indecifráveis. Três frases interrogativas, de palavras suaves, mas intensificadas por emoções fecundas:

 

Pergunta 1: Pode um olhar atravessar o mundo?

 

Pergunta 2: Pode uma alma trespassar o silêncio?

 

Pergunta 3: Pode a saudade vestir a madrugada?

 

O autor desfralda então a sua alma de vibrar o mundo, mas também o mundo vibra na alma. Desfralda a sua alma, desnudando-a, para que, na eternidade suspensa das janelas, arda todo o silêncio, todo o infinito, todo o fogo, todo o amor.

 

Sucessivos são os cenários e as paisagens oníricas em que o autor se abandona a si mesmo e se deixa existir numa vida a que podemos chamar paralela. Aliás, arrisco mesmo dizer que o livro está estruturado nessas múltiplas paisagens, nesses múltiplos cenários, que ora surgem, ora desaparecem, à velocidade com que os dias das nossas vidas vão passando.

 

Mais à frente, depois da sua montanha de subir, em que o autor vê uma criança descer, num local chamado à beira do horizonte, depois da madrugada que viu nascer a cidade dos anjos, depois do alvoroço do luar, o autor enfim acorda, com o sol a tocá-lo na ponta dos dedos da mão esquerda, pois a mão direita estava fechada. E o autor acorda cego, e constata que o mundo já tinha acabado, e o autor não consegue morrer, porque só os puros morrem depressa. E nesta dinâmica de vive-dorme-acorda-não morre, terá o autor ganho a imortalidade.

 

E o autor viaja pelas imagens da cidade, qual lembrança nos faz de Cesário Verde. O autor está à mesa do café, num sábado, numa cidade imaginária, ou está alcandorado no infinito a perguntar quem compreende? Ou debruça-se sobre o mesmo infinito, ou navega em sonhos eternos, e novamente a vaga da cidade, a cidade de silêncios despidos, de bonitas mulheres, de pacatos homens, ao meio dia, todos aguardando, entre sereias e segredos, os solenes destinos. E termina brilhantemente um dos poemas com as palavras estas ilhas estão de arder.

 

Confesso o meu gosto pessoal pelo jogo de sonoridades que António Gil utiliza em muitos dos poemas. Não é tanto uma escrita espontânea e inspirada numa dor intangível, é antes um agrupar de palavras musicadas e trabalhadas na zona do pensamento onde desabrocham as emoções. Emoções essas, contidas e maduras. Não constato nestes 26 poemas que houvesse aquela sensibilidade gratuita e desinteressante como vemos muitas vezes numa certa poesia de menor qualidade. Estamos, pelo contrário, ante uma poesia marcadamente urbana e intelectual, em certo momento apaixonada pela vida, noutro tempo potenciada pela euforia da cultura moderna.

 

Constate-se que não estamos perante um hábil manipulador de palavras bonitas e esbeltas, mas antes de um artífice de conceitos bem enredados, cujo resultado nos transmitem uma musicalidade, digo eu, quase imaculada.

 

Relembro brevemente que desde sempre isolados pelo mar e pela distância, a poesia produzida nestas ilhas não poderia ser senão uma poesia resgatada na saudade. Felizmente a nossa história colectiva recente, conjuntamente com uma proximidade cada vez maior com o Mundo, o passado próximo e o presente reserva-nos a oportunidade única de termos de construir mensagens mais criativas e mais próximas das expectativas de milhões de leitores em todo o mundo. O nosso objectivo comum, de levarmos estas mensagens ao Mundo, começa com a forma como o interiorizamos, como o interseccionamos com o nosso microcosmo, gerando uma linguagem nova e moderna que encontrará no Outro, lá fora, eco da nossa qualidade e relevância literária. Isto para dizer com grande simplicidade que estes 26 poemas têm todos os atributos necessários para trespassar fronteiras e ser lido em outros destinos literários espalhados pelo Mundo.

 

Portanto, Fogo de Arder ambiciona recuperar os cânones da dita literatura açoriana do mar, da névoa, do basalto, do isolamento, da saudade, etc, que, segundo alguns observadores mais habilitados do que eu, marcou uma época dourada das nossas letras. Espero e acredito que este Fogo de Arder marque uma fase nova, rica em produção de textos publicáveis e próspera em nomes emergentes.

 

Estes textos de António Gil marcam dois aspectos cruciais da nossa existência actual: por um lado, é o instrumento para romper com a tradição cultural e literária dos Açores, feito que aconteceu já com outras artes, nomeadamente as artes plásticas há alguns anos a esta parte; por outro lado, a necessidade de irromper com fórmulas novas no contexto actual em que nos encontramos, ou seja, a necessidade de mudança no nosso horizonte cultural. Este livro pode e deve ser lido muito para além de um livro de poemas. Até porque a poesia serve outros desígnios que não apenas os estético-literários. A poesia é revolucionária no sentido que nos aponta novos sentidos da realidade. Aceito que estas palavras extrapolem a missão que me incumbe hoje aqui, mas não podemos deixar de referir que um bom livro de poesia, como estou convencido que este o é, é como um vinho de uma boa reserva. Não basta abri-lo e tragá-lo em busca das suas propriedades inebriantes, mas antes devemos deixá-lo respirar em toda a sua amplitude e degustando-o, enriquecemos o nosso quotidiano. 

 

E, para terminar, um livro que tanto reclama o infinito e a eternidade, termina com um poema chamado Finito? E eis que chega então o poeta ao seu destino, à sua razão de escrever palavras incompreensíveis, imprevisíveis, insondáveis, intangíveis, chega o poeta ao porto final que nunca conheceu a partida. Finito? Não, ainda a manhã, a preguiça, o sol, entrecruzam-se pachorrentamente, um café com preguiça, numa manhã espraiada ao sol e ao oceano. Finito? Sim, finito.

 

Luís Almeida

Ponta Delgada

9 de abril de 2011

 


Luís Almeida

 



publicado por A Gil Açores às 17:34 | link do post | comentar | ver comentários (4)

 

 

Ligação para ver o álbum: http://www.facebook.com/album.php?id=116897635052731&aid=25369

 

No dia 9 de Abril, nas Portas do Mar, inserido na EXPO MULTI-EVENTOS foi lançada a obra de António Gil, FOGO DE ARDER.



publicado por A Gil Açores às 17:21 | link do post | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Clicar em cada foto para aumentar)

 

Fotos de Begõna Romero

 



publicado por A Gil Açores às 16:10 | link do post | comentar | ver comentários (1)

00 peça lília sobre fogo de arder not 18h00 08 abr 11 by ant-nio-gil

 

Peça de Lília Almeida sobre lançamento de "Fogo de Arder" com entrevista a António Gil e um poema declamado por Sidónio Bettencourt. Esta peça foi emitida na sexta-feira, 08 de Abril de 2011, num noticiário de Margarida Pereira. Poesia que adoça a vida...


tags:

publicado por A Gil Açores às 14:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Fogo de Arder já foi lançado.

Lançamento livro

 

Uma cerimónia promovida pela editora, a Publiçor, num evento deste fim-de-semana nas Portas do Mar, no Pavilhão do Mar.

Na presença de familiares, amigos e muitos colegas de trabalho, Luís Almeida, gerente da Livraria Bertrand do Centro Comercial Parque Atlântico, apresentou a obra. Já lhe solicitámos essa apresentação, que será também disponibilizada aqui.

O autor agradeceu a presença de todos.

João Figueiredo representou a editora, Paulo Meneses, Director Regional da Ciência Tecnologia e Comunicações, presidiu ao evento, Maria Deus Costa encerrou com a leitura de dois poemas.

Foto de Begõna Romero.

O livro esteve no evento Expo Multi Eventos, e está disponível a partir de agora em alguns locais de Ponta Delgada: na Livraria Solmar, do Centro Comercial Solmar, na Livraria Gil e no Doris Bar, nas Portas do Mar.

"Fogo de Arder"  tem um preço de capa de 12,00 euros.



publicado por A Gil Açores às 14:02 | link do post | comentar

Sexta-feira, 08.04.11

 

Esta é a capa, foi criada pelo departamento gráfico da editora Publiçor, por Sandra Fagundo e Jaime Serra.

A expressão "é de arder" faz parte do léxico popular local, sobretudo em São Miguel.

Pelo que uma poesia cujos fundamentos são precisamente estas ilhas, é representada muito dignamente por essa expressão.

 

O grafismo deste blogue é um dos templates do portal Sapo, um dos mais minimalistas.

O que interessa aqui é verdadeiramente o conteúdo.


tags:

publicado por A Gil Açores às 18:25 | link do post | comentar

mais sobre mim
Maio 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


posts recentes

Plim

Reportagem do Açores Vip ...

Lançamento do Livro Image...

Açores TSF, entrevista a ...

Apresentação de Fogo de A...

Álbum de fotos da editora...

As fotos da cerimónia de ...

Antena 1 Açores, peça de ...

Lançado Fogo de Arder est...

Grafismo do Fogo de Arder

arquivos

Maio 2011

Abril 2011

tags

grafismo

lançamento

poesia

primeiro

som

vídeo lançamento açores-vip

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds